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quarta-feira, 11 de outubro de 2017
CARTA DE BRASÍLIA: SETOR INCLUI PLANO DE IOT ENTRE AS PRIORIDADES
Ao lado da atualização do modelo de telecom, com a aprovação do PLC 79/2015 e a substituição da prioridade da voz pelos dados e banda larga, o setor de telecomunicações, que hoje aprovou a Carta de Brasília, durante a abertura do Painel Telebrasil, inclui entre suas demandas um plano de desenvolvimento de IoT que garanta a sustentabilidade de seu ecossistema.
IOT PODERÁ REPRESENTAR RECEITAS DE US$ 200 BI PARA O BRASIL EM 2025, DIZ ESTUDO DO BNDES
O governo apresentou hoje o plano de ação para a Internet das Coisas que prevê ações de fomento à inovação, formação de capital humano, ampliação da infraestrutura de conectividade e interoperabilidade e melhoria do ambiente de negócios em relação a aspectos regulatórios, de segurança e privacidade dos dados.
Todo o ecossistema de Internet das Coisas, envolvendo os dez segmentos que foram analisados no estudo contratado pelo BNDES ao CPqD e à consultoria McKinsey, poderá gerar receitas de US$ 200 bilhões ao ano, a partir de 2025 para o país. No caso do segmento da agricultura, um dos quatro eleitos como prioritários para o país investir, a IoT pode elevar a produção agrícola em 49 milhões de toneladas, até 2025, por meio do sensoriamento de lavouras. Já a produtividade da indústria nacional poderá aumentar 40% seus ganhos com a melhoria do controle de estoques e logística.
Estes foram alguns dados citados por Maximiliano Martinhão, secretário de Política de Informática do Ministério de Ciência, Tecnologia, Informação, Inovações e Comunicações, ao apresentar o Plano de Ação, a última etapa do estudo sobre Internet das Coisas, juntamente com Carlos da Costa, diretor de Planejamento e Pesquisa do BNDES. Segundo o secretário, o estudo ainda mostrou que a IoT poderá reduzir os acidentes de trabalho na indústria de base em 20% dos números atuais, reduzir em 30% as crises graves ocasionadas por doenças crônicas como diabetes, doenças cardíacas e problemas respiratórios, reduzir os custos de manutenção dos equipamentos médicos em 40% por meio de seu monitoramento e reduzir em 15% o tempo gasto pelas pessoas no trânsito nas grandes cidades.
De acordo com Martinhão, as grandes contribuições de um Plano Nacional de IoT se darão em três vertentes: aumento da produtividade da economia, adensamento da cadeia produtiva e melhoria da qualidade de vida da população. “A Internet das Coisas é uma oportunidade única e o Brasil está preparado para captar seu valor”, afirmou Martinhão, destacando que poucos países no mundo posse um plano em nível nacional para IoT. Já Carlos da Costa, do BNDES, destacou que o banco vai participar do plano com o financiamento de projetos, de start ups a empresas que precisam de expandir. “Não vamos fugir ao nosso compromisso de financiar o desenvolvimento do país”, disse ele.
Próximos passos
Para desenvolver no país os quatro segmentos de IoT — agricultura, saúde, cidades inteligentes e indúsjtria – com o objetivo de aumentar a produtividade, adensar a cadeia produtiva e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos o estudo, apresentado hoje, 3, durante o Futurecom 2017, apontou um conjunto de ações que vão compor o Plano Nacional de IoT:
. 26 ações de fomento à inovação e inserção internacional,
. 12 ações de formação de capital humano,
. 21 ações de ampliação de infraestrutura,
. 12 ações de melhoria do ambiente de negócios em aspectos regulatórios, de segurança e de privacidade de dados.
Martinho destacou, ainda, a importância do Plano Nacional de IoT para a transformação digital brasileira, conduzida pela Secretaria de Politica de Informática. Nesse sentido, lembrou, existem ações de interesse transversal como a formulação de uma Lei de Proteção de Dados.
. 26 ações de fomento à inovação e inserção internacional,
. 12 ações de formação de capital humano,
. 21 ações de ampliação de infraestrutura,
. 12 ações de melhoria do ambiente de negócios em aspectos regulatórios, de segurança e de privacidade de dados.
Martinho destacou, ainda, a importância do Plano Nacional de IoT para a transformação digital brasileira, conduzida pela Secretaria de Politica de Informática. Nesse sentido, lembrou, existem ações de interesse transversal como a formulação de uma Lei de Proteção de Dados.
Segundo o secretário, a partir de agora o Plano de Ação será debatido internamente do governo e consubstanciado em um decreto que deve ser publicado ainda este ano.
Plano Nacional de IoT é apresentado no Futurecom 2017
Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e McKinsey revelam no evento as diretrizes para a Internet das Coisas no Brasil
O Futurecom 2017, mais importante evento de TIC da América Latina, foi o ambiente escolhido para o lançamento do Plano Nacional de Internet das Coisas, anunciado pelo governo federal desde o fim do ano passado. A cerimônia solene de abertura contou com a presença do ministro do MCTIC, Gilberto Kassab; do secretário de Telecomunicações do MCTIC, André Borges; e do secretário de Política de Informática (Sepin) do MCTIC, Maximiliano Martinhão, que fizeram o lançamento oficial do Plano Nacional de IoT – “Internet das Coisas: um Plano de Ação para o Brasil”, detalhando as políticas, o plano de ação e as estratégias de implantação das tecnologias que vão conectar dispositivos e equipamentos.
Para a aplicação do Plano Nacional de IoT, as instituições envolvidas – entre elas o BNDS, parceiro no trabalho – realizaram estudos preliminares que identificaram quatro verticais prioritárias para receberem os primeiros serviços voltados à qualidade de vida da população e o desenvolvimento sustentável por meio da tecnologia. São elas Cidades, Saúde, Agronegócio e Indústria. O plano prevê que essas políticas sejam aplicadas já no período entre 2018 e 2022.
Segundo Laudalio Veiga Filho, presidente do Futurecom, “o evento tem o pioneirismo como uma de suas principais características e, neste ano, recebe o privilégio de lançar o plano que será capaz de promover a melhoria na gestão de serviços públicos e também na qualidade de vida da população, além de movimentar a economia do país. Temos certeza de que estamos contribuindo para um momento histórico no desenvolvimento da sociedade brasileira.”
O que é a Internet das Coisas na prática? De acordo com o cientista Kevin Ashton – foi ele que usou essa expressão pela primeira vez em 1999 – “Internet das Coisas é um conceito tecnológico em que todos os objetos da vida cotidiana estariam conectados à internet, agindo de modo inteligente e sensorial”. Por exemplo, um automóvel informando o sistema de ventilação da residência que seu morador está chegando, o smartphone servindo como interface entre as pessoas e o sistema elétrico da residência para programar o horário de acender as luzes ou ligar o ar condicionado, ou até mesmo fazer o reconhecimento facial para acionar a abertura de um portão da garagem ou da fechadura de entrada.
O Plano Nacional de Internet das Coisas proporcionará mais inteligência na prestação de serviços públicos e privados capacitação de pessoas, inovação, empreendedorismo, além de colocar o Brasil como desenvolvedor de tecnologias no mercado global. Na saúde, a comunicação entre equipamentos pode melhorar o atendimento médico, as cirurgias e salvar vidas, tanto em locais remotos quanto em grandes centros urbanos. Já a indústria, vive o momento de mais uma revolução com o aperfeiçoamento das tecnologias de mecanização e perfeição de processos produtivos. E o agronegócio prevê grandes avanços na escala e na qualidade de produção mundial de alimentos para acompanhar o aumento populacional.
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Brasil está entre os líderes na adoção de Internet das Coisas no consumo
Os brasileiros são os consumidores mais abertos à adoção de novas
tecnologias de Internet das Coisas de acordo com uma nova pesquisa da Worldpay.
E acreditam que esse processo é parte da evolução de como as empresas e o
público se relacionam. Além disso, 81% dos pesquisados afirmaram que se
sentiriam confortáveis em usar a tecnologia em comparação com outros países
abordados como Austrália, China, Alemanha, Holanda, Cingapura, Espanha, Suécia,
Reino Unido e Estados Unidos.
Os
consumidores chineses estão logo atrás, na segunda posição entre os mais
receptivos à adoção da Internet das Coisas, com 61% dizendo se sentirem
confortáveis na utilização de dispositivos conectados. No outro extremo da
pesquisa, apesar do Reino Unido ser um dos países mais preparados do mundo para
aplicações de IoT, ocupa a última posição da lista. Somente 23% dos ingleses
participantes da pesquisa gostariam de contar com um dispositivo conectado para
fazer pedidos de produtos em nome deles, de forma automatizada.
O levantamento também revelou que brasileiros acreditam que a
tecnologia IoT será responsável por tornar o cotidiano mais fácil e prático. Apenas 43% dos
pesquisados disseram que fariam questão de aprovar cada compra antes de o
pedido ser feito pelo dispositivo. Você com o poder da IBM: Descubra como a
plataforma correta e as pessoas certas podem ajudá-lo a fazer o trabalho da sua
vida Patrocinado
Ao mesmo
tempo, o consumidor brasileiro tem algumas restrições na maneira como gastam
seu dinheiro com 78% optando por manter o controle de seus orçamentos e
desejando receber uma notificação antes do processo de compra ser concluído.
Além disso, 67% dos consumidores brasileiros preferem estabelecer regras para
compras como limitar o valor que pode ser gasto a cada semana.
Apesar
dos brasileiros serem mais propensos à adoção dos dispositivos conectados, a
privacidade dos dados pessoais é uma preocupação para 74% dos pesquisados que
se interessam em saber como as empresas compartilham seus dados pessoais e um
índice ainda maior (82%) se preocupa com o risco desses aparelhos serem
invadidos por hackers.
A
pesquisa foi conduzida por Opinium em junho de 2017 e entrevistou 20 mil
consumidores sobre a Internet de Coisas na Austrália, Brasil, China, Alemanha,
Holanda, Cingapura, Espanha, Suécia, Estados Unidos da América e Reino Unido. O
relatório Completo do Consumidor Conectado está disponível mediante
solicitação. No Brasil, o estudo entrevistou 2.014 consumidores.
Plano
Nacional de Internet das Coisas
Os dados estão em linha com os estudos que deverão embasar o Plano Nacional de Internet das Coisas, finalizado esta semana pela Câmara de Internet das Coisas (IoT). Comércio foi uma das 10 áreas apontadas como promissoras. Mas o governo acabou escolhendo como áreas prioritárias para as políticas públicas as Cidades Inteligentes, a Sáude, o Agronegócio e a Indústria 4.0.
Os dados estão em linha com os estudos que deverão embasar o Plano Nacional de Internet das Coisas, finalizado esta semana pela Câmara de Internet das Coisas (IoT). Comércio foi uma das 10 áreas apontadas como promissoras. Mas o governo acabou escolhendo como áreas prioritárias para as políticas públicas as Cidades Inteligentes, a Sáude, o Agronegócio e a Indústria 4.0.
No caso das Cidades, o objetivo é elevar a qualidade de vida por
meio da adoção de tecnologias e práticas que viabilizem a gestão integrada dos
serviços para o cidadão e a melhoria da mobilidade, da segurança pública e da
gestão dos recursos (energia, esgoto e resíduos).
Já em
Saúde, o desenvolvimento do setor de IoT deve
contribuir para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde de
qualidade por meio da descentralização da atenção à saúde, da integração das
informações dos pacientes e da melhoria de eficiência das unidades de saúde.
No
Agronegócio, a expectativa é aumentar a produtividade e a relevância do Brasil
no comércio mundial de produtos agropecuários, com elevada qualidade e
sustentabilidade socioambiental, além de posicionar o país como o maior
exportador de soluções de IoT para agropecuária tropical.
Por fim, a Internet das Coisas deve resultar no aumento da
produtividade da indústria brasileira por meio de processos mais eficientes e
flexíveis, da integração das cadeias produtivas, e do desenho de produtos e
modelos de negócios de maior valor agregado.
Dentro dessas frentes, o estudo aponta quatro áreas que demandam
ações importantes para a evolução da Internet das Coisas no país: capital
humano, inovação e inserção internacional, aspectos regulatórios e
infraestrutura de conectividade.
Nessas
áreas estão previstas ações de governo com o objetivo de ampliar a força de
trabalho qualificada em IoT; aprimorar modelos de
remuneração, financiamento e contrato para serviços públicos; a criação de um
marco regulatório para proteção de dados pessoais; e ampliar a oferta de redes
de comunicações para suportar a demanda pelos serviços.
Entre as propostas, três são consideradas “mobilizadoras”
para o desenvolvimento do setor de IoT no
Brasil: a criação de um ecossistema de inovação; a construção de um
Observatório de IoT, uma plataforma online para
acompanhamento das iniciativas do Plano Nacional de IoT;
e a elaboração de uma cartilha para gestores públicos, sobretudo, para a
contratação de soluções de Internet das Coisas para cidades inteligentes.
O plano
de ação do estudo de IoT deve ser apresentado na
próxima terça-feira, 3 de setembro, durante a Futurecom..
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