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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

IoT reduz custos e melhora eficiência das distribuidoras de energia


O setor de energia precisa oferecer um serviço ininterrupto e de qualidade constante aos consumidores. Para assegurar essa continuidade, as empresas do segmento, principalmente as distribuidoras de energia, devem driblar os altos custos de manutenção da rede elétrica em busca de maior eficiência operacional – e a internet das coisas (IoT), uma das tecnologias mais faladas atualmente, pode ser uma ótima aliada para superar esse desafio.
Se pensarmos que uma das principais dificuldades das distribuidoras é a prevenção e localização de problemas, o monitoramento dos ativos da rede elétrica usando essa tecnologia mostra-se ainda mais aplicável. Com dificuldades para obter dados atualizados sobre a rede espalhada por todos os cantos do País, a maior parte das companhias não consegue manter uma gestão de ativos tão precisa quanto gostaria. Por isso, mesmo que identifiquem um problema no fornecimento e enviem equipes à campo para repará-lo imediatamente, na maioria das vezes elas não sabem o local exato da falha, o que dificulta o rápido reestabelecimento do serviço.
A obtenção de dados mais precisos do campo ajudaria na gestão de ativos-chave – tais como transformadores, isoladores, cabos, etc – permitindo maior adoção de ações “remotas”. Hoje, as distribuidoras já realizam diversas intervenções automáticas na rede, mas as possibilidades que IoT traz são imensas: dados para melhor isolamento de falhas, detecção de problemas mais rapidamente, até a prevenção de uma queima de transformador através de informações analisadas através de novos ângulos. Por que não se imaginar a chance de detectar uma queda de árvore em um cabo energizado durante uma chuva? Muitos dispositivos, religadores e chaves, por exemplo, precisam de baterias e muitas vezes só se descobre que estão com problemas quando se precisa usá-los. A capacidade de se identificar a vida útil dessa bateria garantiria que todas estivessem em perfeito estado nesses momentos mais críticos.
É importante lembrar ainda que em uma mesma planta de energia existem equipamentos recém-fabricados, que eventualmente já fornecem dados de sua “saúde”, e outros com mais de vinte anos de uso. Como a vida útil desses materiais é longa, para aprimorar a coleta de informações, a empresa pode, sempre que precisar trocar ativos antigos, instalar os novos nos pontos mais vulneráveis para o uso de energia, como nos cruzamentos viários mais importantes, por exemplo. Isso permitirá um monitoramento da saúde dos equipamentos nas áreas mais vulneráveis.
A adoção de tecnologia inteligente ajuda também a melhorar a gestão dos ativos. Isso porque a internet das coisas mostra que os sensores podem ser usados para identificar a localização, número de série e parâmetros técnicos de transformadores, cabos, postes, entre outros, além de simplificar o gerenciamento de trocas e reparos. Para se ter uma ideia de potenciais ganhos, muitas vezes quando um transformador é trocado, se pode consertá-lo e instalá-lo em outro lugar, evitando o risco de se perderem na logística de reparos e estoques contábeis por conta de controles manuais.
Com a aplicação das soluções de captura de dados e tratamento adequado ao uso das empresas de energia, é possível mapear os equipamentos mais importantes para a operação e manter um “inventário” mais preciso de tudo o que está na rua, no estoque ou em reparo. Esses dados podem, inclusive, ser enviados automaticamente a um ERP, o que ajudaria a mapear os custos até a contabilidade e a gestão do negócio.
Existe uma infinidade de aplicações de internet das coisas no setor de utilities e, especificamente, nas distribuidoras de energia. E, embora o investimento na tecnologia pareça inicialmente algo custoso, a partir do momento em que as empresas começarem a gerenciar melhor os seus ativos, entenderão melhor as necessidades reais da operação. Sem esquecer a questão primordial da conectividade, aplicações precisas de IoT permitirão melhores compras, menor estoque, manutenções preventivas com mais precisão e identificação mais rápida dos problemas. Esse ciclo aprimora a eficiência da operação, reduzindo o tempo de interrupção do serviço e, em longo prazo, o custo da operação. E, o mais importante para a sociedade, impacta fortemente na melhoria da experiência oferecida aos consumidores.
* Marcos Ablas é consultor especializado em Utilities da Logicalis.

Fonte: https://ipnews.com.br/artigo-iot-reduz-custos-e-melhora-eficiencia-das-distribuidoras-de-energia/

GEMALTO LANÇA MÓDULO DE IOT MULTIFUNCIONAL PARA LTE


O novo módulo de IoT oferece cobertura de 12 bandas largas além de conversão para 3G e 2G em um único dispositivo

A Gemalto, que atua em segurança digital, está expandindo a conectividade de IoT para o setor industrial, com uma revolução significativa na engenharia de dispositivos sem fio. Acaba de colocar no mercado o primeiro Módulo IoT do setor que oferecer conectividade global em 12 bandas LTE, além de cobertura de celular 3G e 2G, tudo em um único dispositivo. Isso simplifica bastante a logística e a distribuição e diminui o custo das implementações globais de IoT.
Na próxima década, espera-se que o valor de mercado de Internet das Coisas para o setor Industrial (IIoT, em inglês) ultrapasse US$ 195 bilhões, transformando os setores de produção, energia, transporte entre outros¹. Estabelecida como a 4ª Revolução Industrial, a IIoT se baseia em soluções de conectividade altamente eficientes e globais, que podem ser facilmente implementadas em qualquer lugar do mundo.

Sistemas integrados
Segundo a fabricante, um sistema Java incorporado incluído no módulo IoT Cinterion PLS62-W acrescenta poder de processamento às soluções IoT. O que torna a concepção do aplicativo mais fácil e rápida ao compartilhar memória, uma grande biblioteca de códigos abertos existentes e componentes essenciais de software reconhecidos.
Além disso, a solução conta com um sistema avançado de gerenciamento de energia, com modo de repouso otimizado para economizar energia e aumentar a vida útil da bateria, fundamental para aplicativos industriais remotos. (Assessoria de Imprensa)

Fonte: http://www.telesintese.com.br/gemalto-lanca-modulo-de-iot-multifuncional-para-lte/

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Um dia na vida da Internet das Coisas, Estamos Avançando Nessa Realidade

Entenda como funciona a internet das coisas (IoT):








IoT, IA, big data e blockchain concentram investimentos de startups no Brasil



Levantamento constatou que os estados de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina concentram, juntos, mais de 50% das iniciativas de tecnologias emergentes


No Brasil, existem atualmente 193 startups com soluções tecnológicas emergentes — capazes de desenvolver tecnologias que irão impactar e transformar os modelos de negócios e sociedade no prazo de cinco a dez anos. Desse total, 25% investem em tecnologias de Internet das Coisas, 20% em big data e analytics, 10% em realidade aumentada. Já 9% das startups analisadas apostam no blockchain e criptomoedas. Drones, cleantechs & smart cities e inteligência artificial ficam com 6%, 16% e 14%, respectivamente.
É o que mostra o Liga Insights Emerging Technologies, primeiro estudo já realizado no Brasil sobre startups dessa natureza, desenvolvido pela Liga Ventures, aceleradora especializada em gerar negócios entre startups e grandes empresas. A pesquisa foi feita em parceria com a Tivit, empresa de serviços de tecnologias integrados, e Intel. O estudo analisou um banco de dados com mais de 7,5 mil startups no país e separou as que se enquadram nessa segmentação.
Inovações como blockchain vão revolucionar todos os processos que envolvem trânsito de informações e certificações de dados. "O blockchain poderá ser usado para tornar os processos transacionais ainda mais seguros, tendo sua aplicação indo mais além que somente o mercado financeiro, mas também nas áreas de supply chain, documentos, seguros e até em processos eleitorais com votos", analisa Tamassia.O levantamento apresenta algumas tendências para os próximos anos, entre elas a evolução e aplicação da Internet das Coisas e da inteligência artificial no mercado como um todo. "Essas inovações tecnológicas têm potencial para transformar a sociedade e os negócios em pouco tempo e serão essenciais nos próximos anos, chegando ao nível de importância que a internet tem hoje, tanto para as empresas como para a comunidade", analisa Rogério Tamassia, CEO da Liga Ventures.
O levantamento constatou que os estados de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina concentram, juntos, mais de 50% das iniciativas de tecnologias emergentes. "Esses estados possuem polos tecnológicos que criam um ambiente favorável ao desenvolvimento de projetos de médio e longo prazos, diante disso, os empreendedores buscam esses locais para desenvolverem suas ideias de negócios e potencializarem seu crescimento", comenta o especialista.
Ranking de inovação
Considerando o número de startups por categoria, o Liga Insights Emerging Technologies mostra que a maioria das soluções estão nas categorias de IoT e big data & analytics. "As pessoas já começaram a usar as primeiras aplicações dessas tecnologias, que estão em uma fase de descoberta e amadurecimento, mas com um potencial de desenvolvimento muito promissor e cheio de novidades", afirma Tamassia. "Muitos processos tradicionais serão revolucionados pelo uso de big data e analytics, por exemplo. As inovações serão usadas em políticas públicas como saúde e mobilidade e devem causar uma verdadeira mudança na maneira de encarar e prever problemas", completa Raphael Augusto, responsável pelo Liga Insights.

Fonte: http://computerworld.com.br/iot-ia-big-data-e-blockchain-concentram-investimentos-de-startups-no-brasil

Avira SafeThings ajuda a proteger dispositivos IoT em redes domésticas

Avira SafeThings ajuda a proteger dispositivos IoT em redes domésticas



A Avira anunciou o lançamento de uma solução de segurança criada para proteger dispositivos IoT usados em ambientes domésticos, o Avira SafeThings.
Avira SafeThings
Instalada no roteador, o Avira SafeThings utiliza aprendizado de máquina baseado na nuvem para proteger os dispositivos IoT em uma rede doméstica contra acesos não autorizado.
A solução de segurança é licenciada pela Avira para os fabricantes de roteadores e para provedores de serviços de internet.
Avira SafeThings ajuda a proteger dispositivos IoT
Avira SafeThings ajuda a proteger dispositivos IoTBaboo - Tecnologia e Ciência
O Avira SafeThings é composta por diferentes módulos. Por exemplo, o módulo Protection Cloud utiliza categorias e perfis de dispositivos para criar regras de gerenciamento de dispositivos e assim protege-los automaticamente.
Já o módulo Sentinel é incorporado no firmware do roteador e coloca as regras de comunicação e proteção em prática depois de se comunicar com o módulo Protection Cloud.
Uma interface baseada na Web mostra ao usuário em tempo real o que cada dispositivo IoT em sua rede está fazendo e também permite que ele visualize e modifique as políticas do firewall e as regras para os dispositivos.
A boa notícia é que o Avira SafeThings faz tudo isso sem impactar negativamente a performance da rede. Os usuários podem consultar uma lista de roteadores e provedores de sérvios de internet que suportam a solução de segurança da Avira em seu site oficial.

Fonte: https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/baboo/avira-safethings-ajuda-a-proteger-dispositivos-iot-em-redes-domesticas-06112017

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

MAGIC SOFTWARE ANUNCIA PROGRAMA DE PARCERIA TECNOLÓGICA PARA INTERNET DAS COISAS

Magic Software anuncia programa de parceria tecnológica para internet das coisas


Objetivo é contribuir com startups e empresas nos projetos de integração de dados para a comunicação entre sistemas legados e APIs

A Magic Software, fornecedora de plataformas de desenvolvimento e integração de sistemas, acaba de anunciar o Programa de Parceria Tecnológica para IoT, com a finalidade de contribuir com startups e empresas nos projetos de integração de dados coletados em dispositivos e aplicações para a comunicação entre sistemas legados e APIs, com destaque aos sistemas MES (Manufacturing Execution System), WMS (Warehouse Management System), TMS (Transportation Management System), CRM entre outras aplicações.
Segundo Rodney Repullo, CEO da Magic Software Brasil, a empresa possui um Centro de Apoio à Integração que permite aos desenvolvedores e consultorias desenhar a aplicação de barramentos de integração, aliviando a carga de trabalho das equipes nas atividades relacionadas à execução da internet das coisas (IoT). “Como a IoT envolve muitos detalhes, pensamos em um Programa de Parceria Tecnológica altamente aderente às necessidades de cada projeto para possibilitar que possam ser entregues com menor tempo de desenvolvimento e com elevada eficiência. Como a IoT é uma nova oportunidade, muitas empresas de tecnologias e startups estão chegando neste mercado e necessitam poder contar com o apoio à altura dos novos desafios”, comenta o executivo.
O Programa de Parceria Tecnológica para IoT da Magic Software é baseado na utilização das plataformas de desenvolvimento e integração, sendo que os serviços do Centro de Apoio à Integração também incorporam a capacitação na utilização destas ferramentas e premissas de integração. “Ambas as plataformas estão preparadas para o futuro e isso é uma condição vital para que os projetos de IoT tenham a garantia de atualização permanente. Os recursos de interoperabilidade com APIs, computação em nuvem e mobilidade empresarial contribuem para isso”, destaca o executivo.
Para Rodney Repullo, a internet das coisas tem possibilitado uma ampla gama de aplicações em diversos setores, com ênfase para a medicina e saúde, indústria alimentícia, varejo, logística e transportes. “Tratar corretamente os dados criados com estas aplicações tem aumentado o desafio dos gestores dos projetos, sendo que a dispersão das informações pode acarretar em perda substancial de tempo e recursos em cada etapa do projeto. Ter em mãos um ambiente heterogêneo de comunicação de dados é condição sine qua non para o sucesso de cada projeto. Muito ainda se tem para evoluir em IoT e, por isso, é necessário se cercar de parceiros tecnológicos capacitados para pode seguir em frente”.

Fonte: https://itforum365.com.br/conectividade/internet-das-coisas/magic-software-anuncia-programa-de-parceria-tecnologica-para-internet-das-coisas

Identificação e localização das coisas para o sucesso da IoT

Dados de identificação e localização são essenciais para que as organizações aproveitem os benefícios da Internet das Coisas no tocante ao controle e tomada de decisões


Em nosso mundo hiperconectado, no qual nos deparamos dia a dia com inúmeros avanços tecnológicos, Internet das Coisas (IoT) é um dos temas que tem sido muito pesquisado, gerando debates e investimentos por parte das empresas e do governo, em função da diversidade de aplicações e verticais de negócios que podem se beneficiar desse tipo de inovação.
Não é por acaso que diariamente apareçam projeções a respeito de quantos objetos conectados teremos no Brasil e no mundo. O Gartner estima que chegaremos a 20,4 bilhões de coisas conectadas até 2020, número que continuará a crescer em ritmo exponencial nos anos seguintes.
Em geral, projetos de IoT envolvem dispositivos conectados à internet capazes de enviar dados — coletados por sensores ou de outras fontes — ou se comunicarem com outros objetos. Hoje percebe-se, em diversas aplicações, uma grande tendência em agregar a informação de posição desse objeto durante a coleta desses dados. Saber a localização de um objeto é algo muito comum quando falamos em ambientes externos, pois tecnologias como GPS ou a triangulação de rede GSM são bem conhecidas e funcionam muito bem.
Entretanto, existe uma grande dificuldade da implementação de sistemas capazes de realizar a localização em ambientes internos com precisão. Recentemente participei do congresso Geo IoT World 2017, na Bélgica, que teve focou especificamente esse assunto, mostrando diferentes tecnologias capazes de realizar tal tarefa.
Esse tipo de sistema é chamado de Sistema de Localização em Tempo Real (RTLS - Real Time Location System, em inglês). Existem várias tecnologias que permitem a localização indoor hoje, como Wi-Fi ou UWB mas, a mais promissora, dado o custo, estabilidade e viabilidade de implementação, envolve o uso de beacons (tags ativos Bluetooth). Esses dispositivos permitem que a detecção de objetos seja realizada em ambientes internos com relativa precisão (erro de poucos metros) a um custo acessível e com uso de pequenas tags, que funcionam à bateria com duração de vários anos.
O sistema funciona da seguinte maneira: pequenos leitores (gateways IoT) são instalados nas dependências internas da empresa. Esses leitores detectarão os beacons atrelados aos ativos, objetos ou até funcionários das empresas, e enviarão essas informações através de uma rede Wi-Fi, para um servidor central responsável por mapear a localização de cada objeto na planta. Esse sistema central pode ser integrado a outros sistemas da empresa, realizando tarefas como reservas de salas de reunião, medição de tempos em processos, rastreabilidade de funcionários em áreas perigosas, controle de tempos e rotas logísticas internas ou, simplesmente, mostrando a posição de um item nas dependências da empresa
Esses dados de identificação e localização são essenciais para que as organizações aproveitem os benefícios da IoT, inclusive na indústria, analisando os dados gerados pelos dispositivos para controle e tomada de decisões.
Para rastreabilidade de ativos de baixo custo, as empresas podem trabalhar também com tags passivos RFID (identificação por radiofrequência), que dispensam a necessidade de contato direto do objeto com leitores como acontece com o código de barras, trazendo grande agilidade ao processo de inventário. A cena de um rapaz realizando inventários e o controle de estoque de forma manual será coisa do passado.
A tecnologia de RFID já é utilizada há muito mais tempo como tecnologia de comunicação, identificação e localização, cujos custos tem se tornado mais acessíveis e contribuído para sua popularização, especialmente após o advento das etiquetas passivas, que não possuem bateria própria ou transmitem sinais, mas cujos dados são identificados por leitores.
Os beacons e tags RFID podem ser instalados em qualquer tipo de ativo, como equipamentos de TI, mobiliário, eletrodomésticos, em equipamentos hospitalares e industriais, etc. São tecnologias de localização IoT que agregam mais inteligência, possibilitam a redução de perdas, otimização de investimentos, o aprimoramento da prestação de serviços. Acreditamos que mais setores e empresas poderão utilizar essas tecnologias para explorar os benefícios da IoT em suas atividades. Saiba mais: Veja com a SONDA 5 maneiras de utilizar a Internet das Coisas no varejo Patrocinado 
*Mário Prado é engenheiro de computação pela Universidade de São Carlos e CTO da Taggen Soluções IoT.
Fonte: http://computerworld.com.br/identificacao-e-localizacao-das-coisas-para-o-sucesso-da-iot

IoT: Brasil é o quarto país em ataques baseados no uso de servidores C&C

Criminosos locais ganharam alcance global graças ao uso desses servidores Command & Control para identificar e escravizar dispositivos IoT como câmeras de vídeo, Smart TVs e roteadores WiFi


Os dispositivos IoT estão se tornando a opção predileta dos cibercriminosos para a construção de botnets. Há literalmente bilhões deles no mundo, a maioria dos quais facilmente acessíveis (via Telnet) e pirateados (devido à falta de controles de segurança). Não por acaso, as chamadas "thingbots" já são apontadas por muitas empresas de segurança como componentes principais da futura  infraestrutura da darknet. E a terceira edição do estudo "The Hunt for IoT", da F5, aponta o Brasil como o quarto país a partir do qual são disparados mais ataques massivos baseados em servidores C&C. Só perdemos para o Reino Unido, a Itália e a Turquia. 
O levantamento da F5, baseado em um levantamento realizado pelos cinco SOCs (Security Operation Center) da F5, mapeia tanto a infraestrutura IoT transformada em ThingBots pelos hackers como, também, a presença de servidores C&C (Command & Control) no Brasil. Esses servidores identificam ativamanente e subjugam dispositivos IoT, transformando câmeras de vídeo, roteadores Wi-Fi, dispositivos de acesso à TV a cabo, Smart TVs, etc, em zumbis a serviço do crime. Os servidores C&C podem ser desde sistemas residentes em clouds até máquinas de empresas PME, com menor cultura de segurança, sequestradas pelos hackers e transformadas em rede a serviço do crime.
“O crescimento de servidores C&C em operação no Brasil mostra que hackers locais estão mais capacitados, passando a emitir comandos para criação de botnets baseados na infraestrutura IoT local ou global”, ressalta Michel Araújo, gerente da vertical Telecom e Service Providers da F5 Brasil.
Essa profissionalização dos hackers locais, segundo a F5, faz com que os ataques digitais sejam, acima de tudo, um negócio, e um negócio com custos, lucros, serviços, etc. “Quanto maior o número de servidores C&C de uma gangue digital, mais impactante será a botnet criada e a possibilidade de pedir todos os tipos de vantagens (inclusive políticas) em razão do poder dos hackers de imobilizar negócios, governos, etc”, afirma o executivo.
A pesquisa Hunt for IoT report foi realizada em junho deste ano, quando os SOC da F5 rastrearam a ação da ThingBot Persirai – o mapa da pesquisa indica os pontos onde há servidores C&C/Persirai. 
A ThingBot Persirai, originada principalmente de uma nova e potente câmera de vídeo chinesa do mesmo nome, infectou, em 30 de junho de 2017, 600 mil dispositivos digitais IoT.
 “O levantamento feito por nossos SOC mostra que São Paulo e Rio de Janeiro se destacaram no mapa, o que indica atividades criminosas ligadas à Persirai acontecendo nessas cidades”, explica Araújo.


Em 2016, a mesma pesquisa mostrou que a infraestrutura IoT presente no Brasil era a quarta mais usada por hackers para montar botnets para ataques DDoS.  A grande novidade da pesquisa deste ano é o uso crescente de servidores C&C no Brasil, mais especificamente, em São Paulo e Rio de Janeiro. “Isso comprova que hackers estão comandando mais ataques a partir do nosso país; a ação desses hackers por meio de seus servidores C&C tanto pode ser sobre dispositivos IoT instalados no Brasil como em qualquer lugar do mundo”, resume Araújo.
Dados Globais
Aqui estão os principais achados com base na análise de dados coletados entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2017:
• Foram lançados 30,6 milhões de ataques de força bruta IoT.
• A atividade de ataques Telnet cresceu 280% em relação ao período anterior, entre 1 de julho a 31 de dezembro de 2016. Os dados incluem os ataques usando o malware Mirai e os ataques subseqüentes.
• O nível de atividade de ataque no momento da publicação do estudo indica que existem outras coisas que estão sendo construídas, além do Mirai ou Persirai, que ainda não conhecemos. 
• 93% dos ataques deste período ocorreram em janeiro e fevereiro. As atividades dos hackers diminuíram significativamente entre março e junho. Isso pode significar que a fase de "recon" do atacante tenha terminado e que a fase de "construir somente" tenha começado. 
• O principal país atacante neste período de relatório foi a Espanha, lançando 83% de todos os ataques, enquanto a atividade da China, o principal país atacante dos dois períodos anteriores, caiu significativamente, contribuindo com menos de 1% do volume de ataque total. (A China limpou os sistemas IoT comprometidos?)
• A Espanha realizou 25,5 milhões de ataques entre 1 de janeiro e 30 de junho. Muitos outros países participaram de ataques durante o período de seis meses, no entanto, nenhum deles contribuiu com mais de de 1%.  Os 4 maiores atacantes depois da Espanha foram Índia, Rússia, Coréia do Sul e Seychelles. A China passou a ocupar a oitava posição.
• Os 10 principais endereços IP de ataque vieram de uma rede de provedores de hospedagem na Espanha: a SoloGigabit.

    Futuro do dinheiro digital pode não envolver Blockchains


    Embora possa ser difícil de imaginar, as criptomoedas são muito mais antigas do que a tecnologia Blockchain. A maioria de nós olha para o Bitcoin como a primeira criptomoeda, embora seja apenas a primeira moeda baseada em Blockchain. Criptomoedas como B-Money e BitGold existiam antes do Bitcoin, no entanto, isso realmente não foi longe, especialmente quando postas à prova contra o Bitcoin.
    O problema com as criptomoedas concebidas antes do Bitcoin era sua estrutura centralizada. Sem a tecnologia Blockchain, não havia um livro-razão "descentralizado, imutável e transparente", no qual as transações pudessem ser registradas, levando a uma centralização. No entanto, parece que o Blockchain pode não ser o todo-poderoso, o fim de todas as tecnologias da moeda digital.
    Recentemente, surgiu uma nova forma de cripto que alavanca o modelo organizacional do Diagrama Acíclico Direto (DAG - Directed Acyclic Graph) para a estrutura do seu livro-razão descentralizado, permitindo que os antigos problemas sejam resolvidos e novos recursos sejam adicionados.
    Hoje, vamos analisar a tecnologia que pode potencialmente substituir o Blockchain e algumas das suas implementações atuais.
    Embora as implementações que vamos discutir hoje sejam novas, o conceito não é. Em um documento de 2013 denominado "Accelerating Bitcoin’s Transaction Processing. Fast Money Grows on Trees, Not Chains" ("Processamento de transações de aceleração do Bitcoin. O dinheiro rápido cresce em árvores, não em correntes", em tradução livre), os autores Yonatan Sompolinsky e Aviv Zohar apresentam o protocolo GHOST que propõe uma mudança na estrutura do Bitcoin de um Blockchain para uma árvore, reduzindo os tempos de confirmação e melhorando a segurança. Embora essa alteração não tenha sido implementada no Bitcoin, outras criptomoedas estão usando o sistema baseado em DAG com sucesso. Vamos conhecê-los!

    Byteball: O DAG

    O Byteball é uma criptomoeda baseada em DAG. O primeiro de seu tipo, o Byteball é distribuído através de um processo de lançamento aéreo no qual a GBYTE, a moeda nativa da rede, é distribuída de acordo com as propriedades do Bitcoin do usuário. Recentemente a distribuição do GBYTE também começou a ocorrer através de parcerias de reembolso com os comerciantes participantes. Embora seja refrescante ver uma criptomoeda sem ICO, seu método de distribuição é um dos aspectos menos interessantes do Byteball.
    No Byteball, não há blocos. Em vez disso, as transações são vinculadas diretamente entre si e cada transação contém um ou mais hashes de transações anteriores. O conjunto de links entre as transações forma o que é conhecido como DAG, em oposição ao sistema "Blockchain" usado em Bitcoin e outras criptomoedas.
    Não há Prova de Trabalho (PoW) ou Prova de Participação (PoS) e mineração no Byteball. Em vez de ter blocos subsequentes confirmados anteriores, as transações são confirmadas por novas transações que as acompanham. Mas esse tipo de "confirmação" é apenas uma confirmação de que a transação existe, não que não seja um gasto duplo.
    Então, como é que o gasto duplo é resolvido? Em moedas da PoW, os conflitos causados por gastos duplos são resolvidos selecionando a versão do histórico de blocos que tem mais trabalho comprometido com ela. No Byteball, uma vez que é baseado em DAG, já existe uma ordem parcial entre as transações. Isso permite que a maior parte dos gastos duplos sejam capturados e rejeitados imediatamente.
    E se os gastos duplos estiverem em ramos paralelos do DAG e a sua encomenda não é evidente? Então, o Byteball usa a "Main Chain" - uma cadeia no DAG que passa por transações postadas por usuários confiáveis conhecidos chamados testemunhas. Das duas operações conflitantes, a que aparece mais cedo na Main Chain é considerada válida. As testemunhas são selecionadas pelos próprios usuários, que listam suas testemunhas preferenciais com cada transação que elas postam.
    Embora ainda haja muito a explicar sobre o Byteball e seu sistema baseado em DAG, uma coisa fica clara: este sistema é uma alternativa viável à tecnologia Blockchain e pode até mesmo resolver alguns dos problemas mais proeminentes encontrados na tecnologia, tais como velocidade , sustentabilidade, escalabilidade, segurança, privacidade e conformidade legal.
    Se o sistema for amplamente utilizado, as transações se tornam frequentes, garantindo que possam ser confirmadas em apenas segundos, em oposição à espera de 10 minutos no Bitcoin. Quanto à sustentabilidade, o sistema de testemunhas empregado pelo Byteball oferece um modelo de segurança no qual nenhuma mineração de Prova de Trabalho é necessária, o que significa que a eletricidade não é desperdiçada para garantir isso. Como o Byteball não tem blocos, não há problema no tamanho do bloco.
    Quando comparado com o Ethereum, os contratos inteligentes do Byteball não são tão poderosos e não são tão completos, mas eles são simples, permitindo que sejam exibidos em forma legível pelo usuário. Isso significa que os usuários regulares podem ver o que realmente vai acontecer com seu dinheiro por si mesmos. Os mercados de previsão já estão funcionando com base nesses contratos, e um recurso de oracle manual recentemente introduzido permite que qualquer pessoa sem conhecimento técnico execute um mercado de previsão.
    Quanto à privacidade, outras altcoins como Zcash e Dash já encontraram formas eficientes de proteger a privacidade do usuário. No entanto, é bom saber que você pode manter essa privacidade em uma rede que não exija tempos de confirmação prolongados ou uma Prova de Trabalho de mineração extravagante. O Byteball permite que o valor seja transferido de forma privada através de um recurso chamado "blackbytes".
    Por fim, a conformidade legal é abordada pela Byteball através do seu sistema de emissão de ativos. Seu livro branco diz:
    "Os usuários podem emitir novos ativos e definir regras que regem a sua transferência. As regras podem incluir restrições de gastos, como um requisito para cada transferência ser cativadq pelo emissor do ativo, que é uma maneira para as instituições financeiras cumprirem os regulamentos existentes".

    IOTA: O tangle

    A IOTA é uma criptomoeda única. Embora também use o modelo organizacional do Diagrama Acíclico D irecionado (DAG) sob o nome "Tangle" (Emaranhado), sua implementação e aplicações diferem de forma selvagem do Byteball. Projetado especificamente para a indústria IoT (Internet of Things - Internet das Coisas), a IOTA realizou uma ICO bem-sucedida em 2015, reunindo 1.337 BTC e foi lançada na Bitfinex no início deste ano.
    Além do seu método de distribuição, a IOTA possui várias diferenças em relação ao Byteball. Por exemplo, na IOTA, todas as transações criadas devem validar um mínimo de duas transações anteriores. Para fazer isso, os usuários (que criam e validam transações) devem resolver um quebra-cabeça criptográfico semelhante ao encontrado nas criptomoedas de Prova de Trabalho.
    Além disso, a IOTA não possui taxas. Ao contrário do Byteball, onde as taxas de transação GBYTE são iguais ao tamanho GB de uma transação, a IOTA não cobra nenhuma taxa, independentemente do tamanho ou montante da transação. Em vez disso, os nós são incentivados a participar da criação e confirmação de transações por outros nós que descartarão nós se eles não fizerem transações regularmente.
    A falta de taxas resolve dois problemas críticos aos olhos dos desenvolvedores da IOTA. O livro branco diz:
    "A importância dos micropagamentos aumentará no rápido desenvolvimento da indústria de IoT, e o pagamento de uma taxa maior que a quantidade de valor que está sendo transferida não é lógico. Além disso, não é fácil livrar-se das taxas na infraestrutura Blockchain, uma vez que servem de incentivo para os criadores de blocos. Isso leva a outro problema com a tecnologia atual de criptomoeda, ou seja, a natureza heterogênea do sistema. Existem dois tipos distintos de participantes no sistema, aqueles que emitem transações e aqueles que aprovam transações. O design deste sistema cria uma discriminação inevitável de alguns participantes, o que, por sua vez, cria conflitos que fazem com que todos os elementos gastem recursos na resolução de conflitos. As questões acima mencionadas justificam a busca por soluções essencialmente diferentes da tecnologia Blockchain, a base do Bitcoin e de muitas outras criptomoedas".
    A falta de taxas normalmente criaria vetores para ataques de spam na rede. Para evitar este problema, a IOTA emprega um mecanismo de "peso" no qual as transações são confirmadas de acordo com seu peso. Esse peso é proporcional à quantidade de trabalho que o nó emissor investiu nele. O sistema de peso da IOTA garante que o spam não seja viável, pois nenhuma entidade pode gerar uma abundância de transações com pesos "aceitáveis" em um curto período de tempo.
    Apesar das várias diferenças entre essas duas implementações de criptos baseados em DAG, a IOTA se diferencia por seu foco único, a indústria da Internet das Coisas (IoT). Se você não está familiarizado com a IoT, o conceito envolve uma rede global onde dispositivos como eletrodomésticos, carros e assim por diante são capazes de se comunicar e trocar dados, permitindo que eles sejam monitorados remotamente e até controlados.
    O objetivo da IOTA é permitir que o valor e os dados sejam trocados e transferidos livremente entre esses elementos, permitindo que qualquer dispositivo, aparelho ou veículo habilitado para a IoT seja usado ou alugado de maneira eficiente e sem necessidade de confiança. Os dados fornecidos pelos dispositivos também podem ser comprados e vendidos através da rede IOTA.
    Este conceito permite que o movimento da economia distribuída evolua de tal forma que qualquer um possa tirar o máximo proveito de seus pertences. Em suma, a IOTA atua como uma espinha dorsal para a troca de valor no paradigma IoT, em que os dispositivos produzem valor para seu dono e não o contrário.

    Conclusão

    As criptomoedas baseadas em DAG substituirão o Blockchain? É difícil dizer. Embora existam vantagens evidentes quando se trata desses sistemas DAG, estes ainda estão longe de serem uma alternativa popular, e muito poucos projetos estão trabalhando nisso. No entanto, os projetos parecem ter conquistado seu lugar na criptosfera, especialmente a IOTA, uma criptomoeda do Top 15 por capitalização de mercado.


    Fonte: https://br.cointelegraph.com/news/future-of-digital-currency-may-not-involve-blockchains

    quarta-feira, 1 de novembro de 2017

    Evento aponta tendência: IoT prestes a chegar ao comercio varejista

    O futuro do setor será guiado pela mobilidade e Inteligência Artificial. Mas o caminho para esse futuro será pavimentado por avanços incrementais nas estruturas organizacionais e muito trabalho de comunicação com os consumidores.

    O domínio de técnicas de Big Data, Analytics e Inteligência Artificial é condição necessária, mas não suficiente, para o aumento da produtividade e rentabilidade no comércio. Essa é uma das conclusões do 
    10º Congresso Latino-Americano do Varejo, realizado na EAESP/FGV nos últimos dias 19 e 20 de outubro.
    “Por mais que estas inovações [IoT e Inteligência Artificial] já estejam disponíveis para alguns segmentos de consumidores e empresas, sua aplicação em larga escala ainda é restrita em mercados muitos mais sofisticados que o nosso”, afirmou Adriano Araújo, vice-presidente para América Latina da Symphony EYC, uma das maiores consultorias de varejo do mundo e palestrante no evento.

    Os principais obstáculos, além da complexidade técnica e das resistências dos consumidores sobre questões de privacidade, incluem uma cultura ainda paroquial nas relações entre fabricantes e varejistas, como apontou Paulo Silva, CEO do Walmart.com: “boa parte do setor ainda está naquela mentalidade de ‘desovar’ mercadorias do meu centro de distribuição para o centro de distribuição do parceiro seguinte na cadeia. Seria muito mais interessante compartilhar os dados de forma que a mercadoria pudesse percorrer um caminho mais direto e mais conveniente para o consumidor. Aliás, é o que a gente vê nessa nova geração: a conveniência e velocidade de entrega começam a superar o preço como fator de decisão”.

    O ponto de vista dos executivos foi reforçado em alguns dos cases apresentados no evento, como o de implantação de uma cultura analítica no Magazine Luiza, desenvolvido com base em diversas entrevistas com gestores envolvidos no projeto. O fator decisivo para o sucesso não foi o domínio técnico das ferramentas, mas sim o “alinhamento estratégico”: a decisão da alta direção da empresa em criar uma área dedicada para experimentação (Luiza Labs) com interface com todos os processos organizacionais (fornecimento de dados) e a comunicação dos resultados e problemas de uma forma clara e transparente.

    O processo é igualmente complexo quando se trata de vencer as preocupações do consumidor em relação a privacidade. Uma pesquisa global da GfK, um dos maiores institutos de pesquisa do mundo, apontou que os internautas brasileiros estão entre os mais preocupados com o uso de seus dados pessoais por parte das empresas. Ficamos atrás somente da Alemanha e França em termos de rejeição deste tipo de prática (34% contra 40% e 37%, respectivamente). O mais curioso é que os maiores índices de rejeição estão entre os mais velhos (o que seria de se esperar) mas também entre os mais novos (enquanto a rejeição é de 41% entre as pessoas acima de 50 anos, ela atinge 39% entre os jovens de 15 a 19 anos).

    Diversos trabalhos apresentados no Congresso abordaram o tema, mostrando que a preocupação com a privacidade informacional depende da expertise percebida em utilizar a Internet, uma avaliação da consequências negativas no caso de mau uso das informações pessoais, a possibilidade de controlar o tipo e a quantidade das informações coletadas, traços de personalidade e valores culturais em relação ao tema (por exemplo, a experiência histórica dos europeus gera um envolvimento cultural e emocional muito maior com o tema do que no caso norte-americano). Ou seja, antes de começar a gastar dinheiro na compra de software, serviços e hardware, vale conhecer um pouco melhor as opiniões dos seus consumidores sobre o uso dos dados.

    Como destacou Venky Shankar, diretor do Centro de Estudos do Varejo da Universidade do Texas, também palestrante no evento, o futuro do setor será guiado pela mobilidade e Inteligência Artificial. Mas o caminho para esse futuro será pavimentado por avanços incrementais nas estruturas organizacionais e muito trabalho de comunicação com os consumidores. Os executivos da sua organização já estão preparados?

    Sabe a geladeira que ia falar com o ponto de venda? Parece que chegou.


    O diili é uma solução da Embraco para refrigeração industrial com tecnologia de IoT, feita em parceria com a CI&T, que conecta refrigeradores à internet para coletar dados nos pontos de vendas (PDVs). A partir da inteligência gerada pela plataforma, é possível aumentar vendas e otimizar custos.



    Na era da transformação digital, a coleta de informações por meio de objetos conectados cresce exponencialmente. A estimativa é de que 30,7 bilhões de dispositivos (IoT) estejam conectados até 2020 e 75,4 bilhões em 2025, segundo projeções da consultoria IHS Markit.



    Inovações nessa área estão sendo alvo das estratégias de marketing das empresas interessadas no comportamento de seus consumidores, nas condições e reposições de seus produtos nos pontos de vendas (PDVs), como também na entrega de ofertas customizadas.


    A Embraco, multinacional com foco em soluções para refrigeração, identificou a oportunidade de desenvolver um novo negócio que faz uso da Internet das Coisas (IoT) como base tecnológica, para gerar benefícios de otimização operacional para as indústrias de bebidas e alimentos.


    A tecnologia faz controle eletrônico através de sensores e conectividade de freezers e refrigeradores, coletendo dados, que são enviados para a nuvem. A gestão de inteligência da plataforma retorna aos clientes em forma de serviços. A CI&T em parceria com a Embraco, desenvolveu trabalhos de arquitetura em nuvem e interfaces de web, além do aplicativo.



    Chamado de diili (Data Information Insight Learning Intelligence), a plataforma ajuda as marcas de bebidas e alimentos refrigerados na gestão efetiva da performance de seus freezers e geladeiras comerciais nos PDVs. Com o dilli, é possível reunir informações sobre os gastos de energia e temperatura dos refrigeradores e obter notificações sobre as condições técnicas dos aparelhos – por exemplo, se estão desligados ou pararam de funcionar por algum motivo.


    O diili sendo instalado na fábrica.

    É possível ainda rastrear as geladeiras e freezers e registrar qualquer tipo de interação que ocorreu com os produtos expostos dentro deles.


    O diili oferece ainda um ranking com geolocalização e dados dos estabelecimentos onde estão os refrigeradores, apresentando a performance de vendas de cada um deles e o potencial de saída de produtos, prevendo-se reposições e evitando assim a ruptura no PDV.

    “Em poucas semanas desenvolvemos para o diili um aplicativo integrado com a solução de arquitetura IoT da Amazon Web Services (AWS), que coleta informações através dos sensores e câmeras instalados e disponibiliza em tempo real a inteligência gerada com três visões: gerencial, tática e operacional. A solução é mais um passo disruptivo para a imersão das marcas no universo digital, de forma que possam identificar novas oportunidades para suas ações de marketing nos pontos de vendas e até realizar melhorias constantes no ciclo de vida de seus produtos”, destacou Mauro Oliveira, vice-presidente para o Brasil e América Latina da CI&T.

    “O conceito de Open Innovation utilizado pela Embraco permitiu acessar competências complementares da CI&T que não tínhamos na companhia a fim de acelerar a entrega da solução que revoluciona a gestão dos produtos nos pontos de vendas. O diili é um grande aliado das marcas porque possibilita a elas a adoção de estratégias assertivas para aumentar as vendas e reduzir custos operacionais. A partir da inteligência gerada pela plataforma, é possível, entre outras coisas, aumentar as vendas em até 15%; reduzir os gastos com manutenção em 10% e diminuir o custo com energia em 15%. Todos esses ganhos podem ser multiplicados por dezenas, centenas e até milhares de equipamentos espalhados em campo, um exemplo real de inovação que agrega valor e traz resultados efetivos ao cliente”, reforça o vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento e Novos Negócios da Embraco, Eduardo Andrade, lembrando que o diili, assim como outros recursos e processos adotados pela companhia, fazem parte da jornada de transformação digital.

    A solução pode ser instalada em qualquer refrigerador comercial disponível no mercado, por meio de um processo desenvolvido pela própria Embraco que converte o equipamento convencional em um inteligente.

    Fonte: http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2017/10/20/sabe-a-geladeira-que-ia-falar-com-o-ponto-de-venda-parece-que-chegou.html

    terça-feira, 31 de outubro de 2017

    IOTA: A moeda futura de robôs e objetos conectados

    De acordo com o escritório de consultoria e pesquisa americano no campo das técnicas "Gartner Inc.", serão criados 25 bilhões de objetos conectados em 2020.


    Um objeto conectado é um hardware, com componentes eletrônicos que permitem comunicar informações com outro objeto, um servidor de computador, um computador, um tablet ou um smartphone, usando um link sem fio para uma rede dedicada (na maioria das vezes, Internet ).

    Um objeto conectado pode ser controlado remotamente e geralmente executa duas funções:
    • Um papel de sensor para monitorar a ocorrência de um evento específico ou medição (sensor de presença, sensor térmico, contagem de etapas ...)
    • Um papel de atuador para executar uma ação após um evento específico medido ou detectado (disparando um alarme em caso de intrusão, abrindo uma porta remotamente ...)

    Hoje, graças à inovação tecnológica que o nosso mundo está experimentando, novas tecnologias surgiram e prometem moldar a economia do futuro, a mais recente das quais se chama Tangle.
    A tecnologia "Tangle" ou o chamado DAG (Diálogo acíclico direcionado) permitirá que esses objetos tenham suas próprias moedas e façam pagamentos durante as transações que eles vão emitir graças à inteligência artificial. 
    A tecnologia Tangle é baseada no mesmo princípio que o Blockchain, que consiste em eliminar intermediários e estabelecer um registro distribuído.
    IOTA, Crypotmonnaie 3ª geração:
    A IOTA é um protocolo distribuído e de código aberto lançado em 2015, cuja moeda digital iota tem uma oferta monetária fixa sem custo inflacionário.
    A IOTA oferece transações sem taxas e nenhum limite no número de transações que podem ser confirmadas por segundo. As limitações de escala foram removidas porque a taxa de transferência aumenta com a atividade; Quanto mais atividade, mais transações podem ser processadas e mais rápido a rede. 
    Além disso, ao contrário da arquitetura Blockchain, a IOTA não possui separação entre usuários e validadores (miners / stakers); A validação é mais uma propriedade intrínseca de usar o registro, evitando a centralização. 
    A IOTA centra-se na utilidade da economia emergente da Internet-of-Things (IoT), integridade dos dados, micro / nano-pagamentos e outras aplicações onde um sistema descentralizado escalável é necessário .
    Criptografia escalável: a validação de transações na tecnologia Blockchain é feita por pessoas que são chamadas de menores que usam seus computadores para resolver problemas matemáticos participando da manutenção da rede. 
    Por outro lado, na tecnologia Tangle, cada transação terá que validar duas ou mais transações e assim participar na manutenção da rede para evitar spam. Esta cryptocurrency absorve mais transações e cresce com a rede, quanto mais transações existem, menor será o tempo de validação da transação.


    Sem custo: uma das principais vantagens desta criptografia de terceira geração é que ela pode ser usada para micros e nano transações, porque requer um custo muito baixo que é usado apenas para limitar ataques de rede.

    Execução de pagamentos em M2M (máquina para máquina) automaticamente:Graças ao desenvolvimento de inteligência artificial (AI), os objetos conectados podem se comunicar entre si, eles não possuem um sistema de pagamentos adaptado para eles pode fazer transações de forma inteligente e independente de qualquer intervenção humana.
    Aqui é um exemplo concreto para ilustrar o meu ponto: 

    John comprou seu filho uma nova bicicleta brilhante como um presente de aniversário, mas ao longo do tempo percebeu que seu filho raramente o usa. 
    Enquanto procurava ideias sobre o uso desse recurso inativo, John encontrou IOTA. Inspirado por Uber, Lyft e a economia compartilhada, John decidiu alugar a bicicleta quando seu filho não a usou, então registrou-se no Blockchain, permitiu que fosse alugado sem intervenção humana e recebesse um pagamento usando a moeda local da IOTA toda vez que a bicicleta é usada por um terceiro.
    "Enquanto o mundo abraçou a economia compartilhada em áreas como a condução e hospedagem, a IOTA está abrindo a porta para uma nova área onde qualquer coisa que tenha chip pode ser alugada em tempo real. A maioria dos nossos ativos permanecem sem uso por muito tempo, mas graças à IOTA, muitos dispositivos, ferramentas, drones, eBikes e recursos como armazenamento de computador, energia de computação, banda larga WiFi podem se transformar em serviços de aluguel sem esforço . «  - IOTA
    A IOTA ainda está em beta "experimental", mas muitos projetos estão em desenvolvimento e várias parcerias estão previstas nos meses a seguir.
    Links úteis:
    Site da IOTA:  https://iota.org/
    O white paper IOTA / Tangle:  https://iota.org/IOTA_Whitepaper.pdf
    Para seguir a evolução da capitalização de iota:  https://coinmarketcap.com/currencies/iota/

    Leia mais em https://observalgerie.com/actualite-algerie/economie/iota-la-future-monnaie-des-robots-et-des-objets-connectes/#uoCSLyGF1wUlwI4e.99